" Quintessência " por Flávio Medeiros Jr


22.12.04


BOAS FESTAS

Tudo começa discretamente. Talvez um velho de roupa vermelha, fugaz no meio da multidão. Talvez uma vinhetinha à base de sininhos no rádio. Quando menos se der conta você já estará irremediavelmente envolvido no turbilhão, miseravelmente preso como um inseto no visgo. Chuva. Musiquinhas de paz e amor. Caixinhas de esmola embrulhadas para presente. Trânsito. Chuva. Sentimentalismo à flor da pele. Luzinhas piscando. Shoppings lotados. Filas para tudo. Chuva. Trânsito. Guirlandas cheias de enfeites. Amigo aculto. Lojas mormacentas e superlotadas. Falsas promoções. Presépios de vidro. Presépios de gesso. Presépios de madeira. Presépios de palha. Presépios. Depressão. John Lennon cantando "Imagine". Gente esbarrando em você. Trânsito. Buzinas. Chuva. Vendedores ansiosos por trás de um sorriso tenso. Festa na casa de fulano. Festa na casa de beltrano. Nozes. Castanhas. Rabanadas. Roupa nova. Papai Noel gordo. Papai Noel magro. Papai Noel preto. Criança chorando. Ruas empapuçadas. Chuva. Trânsito. Cartões de gente sincera. Cartões de empresas interesseiras. Pepinos de última hora para resolver no trabalho. Feriado após feriado atrapalhando a agenda. Escadas rolantes superlotadas. Agências de turismo abarrotadas. O autêntico Espírito de Natal. Ressaca. Chuva. Roupa branca. Champagne. Para onde vamos, meu Deus? Clube. Fogos. Festa em casa de cicrano. Votos de felicidade e esperança. Depressão.Gente com os dedinhos arrancados pelos fogos. Bebedeira. Trânsito. Chuva. Rolha no olho. Comer até cair. Ressaca. Esquentando os tamborins. Para onde, meu Deus? Praia. Cidade histórica. Montanha é caretice. Trio elétrico. Criançada chata com bisnagas de água. Tamborins. Música bahiana. Ileaê olaleô. Buzinaço. Chuva. Mortalhas. Bebedeira. Mulher pelada. Desfile de fantasias. Homem com homem. Confete. Serpentina. Briga por mulher. Samba enredo. Cobertura completa da Globo. Apuração. Porrada. Chuva. Trânsito. Meu reino por uma Semana Santa...

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9.11.04


O CONHECIMENTO DO TERRENO

Talvez a coisa que mais me irrite seja aquele cara, quando você vai estacionar, que fica atrás do carro te orientando com a mão, como se você fosse um débil mental que não sabe parar o carro em uma vaga daquele tamanho. E o pior, você sabe que ele faz isso querendo ser simpático, só porque está a fim do seu dinheiro, o que me deixa mais possesso.
A segunda coisa que normalmente mais me irrita deve ser: se tornar vítima da burrice alheia. Digo "normalmente" porque hoje, em especial, essa coisa pulou para primeiro lugar.
Aproveitando minha folga habitual da segundona à noite, fui pegar um cinema no BH Shopping. Fui ver "Os Esquecidos", que não vou comentar agora, senão mudo de tema, porque o filme merece um comentário só para ele. Parei o carro no piso superior ("último acesso", diz a placa), no estacionamento estrategicamente mais próximo dos cinemas. Tem um outro local melhor no piso de baixo, mas está sempre cheio. Explico isso para que se compreenda que é importante, ou melhor, é ESSENCIAL ter o conhecimento do terreno onde se pisa.
Comprei meu ingresso, mas ainda faltava uma hora e meia para o filme começar. Zanzei por ali, e me lembrei que precisava comprar umas coisas essenciais aqui para casa: Coca-cola, chocolate, essas cositas. Decidi ir ao Carrefour. Se você não tem o conhecimento do terreno do BH Shopping, saiba que o Carrefour fica no local mais distante possível dos cinemas, no piso inferior, do lado oposto do shopping em comprimento e largura! E eu já estava com o carrinho bem cheio quando me lembrei o quanto o carro estava distante; olhei intimidado para a embalagem com oito garrafas pet de dois litros de Coca-cola, e decidi consultar um funcionário do supermercado. Perguntei se havia como subir para o estacionamento superior a partir dali, empurrando o carrinho de compras. Ele olhou para o meu carrinho e disse: "claro que sim!" Não sei se foi ganância, ao ver o tamanho da minha compra, mas acredito que não, já que era um funcionário que provavelmente não vai ver um centavo do que eu gastei. Acho que foi burrice mesmo, já que ele trabalha ali.
A orientação do funcionário não me levou nem à metade do caminho que eu precisava fazer. Para encurtar a história, já que era impossível encurtar o caminho, tive que empurrar o trambolho barulhento num arco de 180 graus, pelo lado de fora do shopping (e olha que o shopping é grande!), e subir três rampas para carros me desviando dos doidos que subiam ou desciam a rampa em grande velocidade. Cheguei ao carro ensopado de suor, guardei as compras, me recompuz como pude e fui fazer um lanche. Eu tinha um consolo: com o valor de minha compra, recebi um cupom me isentando de pagar o estacionamento.
Assisti o filme, e depois subi as escadas rolantes até o quiosque que fica ao lado da porta do estacionamento onde parei meu carro. Mostrei meu cupom; a moça fez cara de constrangida e disse: "abono do pagamento só no quiosque em frente ao Carrefour". Isso mesmo! Do outro lado do shopping, em comprimento e largura, três pisos abaixo! O maldito shopping nem sequer tem um sistema de rede "on line" para abonar os malditos cupons! Fiz um comentário pouco lisonjeiro a respeito da inteligência do pessoal daquele shopping, como se a pobre infeliz tivesse culpa disso, e desci furibundo pela escada rolante; e pela outra. E estava na metade do caminho quando me lembrei, pelo conhecimento que TENHO do terreno, que eu poderia ter entrado no meu carro, descido todas as rampas por fora até chegar ao lado do quiosque do Carrefour e pegar o abono, já que a cancela de saída fica depois desse trajeto.
A mocinha do quiosque de baixo olhou para minha cara e nem se arriscou a dar "boa noite". Agarrei meu cupom e voltei escadaria acima, amaldiçoando a burrice terceiromundana dos organizadores daquele lugar, meu Deus, se vem um turista estrangeiro aqui, vai pensar que somos índios ou o quê, e amaldiçoando a minha própria raiva que provocou "tilt" nos MEUS neurônios, me deixando no nível deles.
A mocinha do quiosque de cima até se encolheu quando eu passei, mas eu já estava mais calmo. É que o último lugar por que passei no caminho de volta foi a praça de alimentação do terceiro piso, cenário dos primeiros eventos do meu romance "Quintessência". Caminhei devagar, a imaginação saboreando cada imagem do atentado terrorista que escrevi: as metralhadoras pipocando, as granadas explodindo em bolas de fogo, mesas voando em pedaços, o teto derretendo em pingos de plástico fervendo. Eu tinha os detalhes vívidos na mente, pois observei atentamente o terreno antes de escrever, e foi como se fosse real. Saí do shopping satisfeito: eles mereceram; bendita clarividência!
Talvez na segunda edição eu acrescente um parágrafo contando como o piso superior desabou com as explosões, jogando a mocinha do quiosque em cima da chapa quente do McDonalds.

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28.10.04


Arena

Algumas coisas curiosas fazem a gente refletir. Hoje: o jogador Serginho, do São Caetano, se abaixa em campo aos 14 minutos do segundo tempo. Sozinho, deita-se no gramado. Parada cardio-respiratória. Mais um atleta morto em ação, aos 30 anos de idade. Digo "mais um" porque não foi o primeiro. A televisão nos lembra que ultimamente foram três ao redor do mundo, atuando em jogos "oficiais". Mas me lembro de um pé de página de jornal, mais recente: um outro jogador, se não me engano de um time do sul, morreu durante um treino em seu clube. Observem: um pé de página no jornal. Ninguém viu, talvez pouquíssima gente se lembre da notícia. De Serginho não esqueceremos tão fácil: transmissão ao vivo, depois matéria emocionante no jornal da madrugada. A televisão parece ser a moderna arena dos gladiadores. Ajuda a compreender porque os jogos no Coliseu romano faziam tanto sucesso, por que as pessoas deixavam suas casas para ir ver as lutas de gladiadores, os embates entre cristãoes e leões (se é que se pode chamar isso de "embate"). Assistir de camarote (ou arquibancada) ao drama humano em sua luta pela vida e contra a morte traz à tona nossa mortalidade, nos faz pensar na fragilidade da vida em si, nos faz perguntar se teremos tempo hábil para realizar todos os nossos grandes e pequenos planos de vida. Nos dias modernos, a televisão é a arena despejada diretamente dentro de nossos lares, e a perspectiva de acompanhar esses dramas ao vivo e a cores está ao alcance de um botão. Serginho foi um moderno gladiador que tombou no calor da luta; como antes dele, aquele que deve ter sido o maior gladiador nacional da era moderna: "Ave, Ayrton Senna, morituri salutant"! Os romanos se deslocavam para o Coliseu com a mesma disposição com que acionamos o controle remoto, e aquela musiquinha acelerada do "plantão da Globo" injeta adrenalina em nosso sangue mortal. Queremos lutar junto com nossos heróis, e nos causa uma estranha e prazerosa comoção vê-los tombar em batalha. Assim como nos causa euforia sua vitória. Sabemos que eles vivem por nós e morrem por nós. E nós, que na segurança de nossas arquibancadas, digo, sofás, conservamos nossas vidas para serem continuadas no dia seguinte: o que podemos fazer por eles? Fazer dessas nossas vidas algo humanamente digno, seria uma opção?
Quer saber? Cansei de falar de morte... pufff!

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18.10.04


A VIDA, O BRANCO E A MORTE

Dizem os leigos que nós, médicos, vamos ficando "insensíveis ao sofrimento alheio" com o tempo. Isso está longe de ser uma verdade. O que acontece, ao meu ver, é o natural desenvolvimento de um mecanismo de proteção para a preservação de nossa saúde emocional e nossa sanidade. Mecanismo este que às vezes falha.
Eu trabalho no maior pronto-socorro de BH. O movimento é incessante, como as ondas em uma maré, o dia inteiro. Tem coisa, costumamos dizer, que você só vê no João XXIII. Quem não tiver aquela "carapaça psicológica" não aguenta muito tempo, o que seria lamentável, pois para o bem daqueles que lá vão parar carentes de ajuda, é necessário que haja quem aguente!!!
Costumo dizer, para exemplificar, que é completamente diferente para mim ver um ser humano morto em um acidente nas ruas ou na estrada, e ver um acidentado morrendo no ambulatório de politraumatizados. Nas ruas ele é alguém igual a mim; eu poderia muito bem ser ele. Por bastante tempo lamento, e dou graças a Deus por não ser. No hospital, o acidentado é alguém sofrendo e que precisa de toda a minha lucidez racional para que eu possa lhe prestar algum benefício. Não se trata de insensibilidade, pelo contrário: o próprio sentimento de humanidade exige que eu coloque por alguns minutos a emoção em segundo plano, e a razão atuando com predominância para que eu possa ajudar a aliviar seu sofrimento adequadamente. Quando ocorre a morte, emerge o mesmo sentimento de lamentação; o mesmo agradecimento a Deus por não ser eu, e até um lampejo de consentimento e de "boa sorte" àquele espírito na próxima etapa de sua jornada. Mas ali vem o próximo ser humano em sofrimento, e começa tudo de novo. A fila tem que andar.
O problema acontece quando chega algum colega médico acidentado. Ou familiares de algum colega. É muito difícil não se projetar nessa situação. Aquele acidentado igual a mim que eu via na rua e que me chocava, é trazido para dentro da minha sala de exames. Aquele podia de fato ser eu; ou um parente meu, ou um amigo. Há um médico, como eu, que deve estar sofrendo como eu estaria. É inevitável que a mente evoque a recordação de nossos entes queridos, e um calafrio sobe pela espinha. A fatalidade nunca lhe aparece tão próxima em um pronto-socorro quanto no momento em que entra em cena um semelhante seu. Mais semelhante que os demais, quero dizer, alguém de quem você compreende as lutas e os anseios, de cujas vivências você compartilha, mesmo que não conheça o colega pessoalmente.
Isso aconteceu hoje. Um acidente de carro brutal. Uma jovem de vinte-e-poucos anos morta na hora, uma criança de onze morta no pronto-socorro, um rapaz com a perna fraturada. Filhos e sobrinhos de médicos. Chegam parentes e parentes. Lágrimas e celulares. O choro abraçado em torno de um pequeno par de tênis. Palavras absurdas e descabidas pronunciadas quase como pensamentos em voz alta, a razão tentando desesperadamente encontrar uma motivação e uma estratégia para continuar vivendo e talvez encontrar um sinal de resignação por sobre uma dor humanamente insuportável. De manhã, a vida normal. À tarde, um telefonema terrível. Pode acontecer com qualquer um. Poderia ter sido com você, que Deus o livre.
Não acontece só comigo. Uma equipe de mais de vinte profissionais, todos consternados. Rostos constritos, cabeças baixas em respeitosa reverência. Um consentimento que emana quase sólido, como se fosse um abraço físico. E hoje é apenas um plantão; apenas um dia de trabalho. Sabemos que vai acontecer de novo, Deus permita que demore.
Não, não somos frios como pedras de gelo. Apenas humanos. Felizmente, um dia aprendi que "a falta de confiança nas pequenas coisas é falta de confiança em si mesmo; a falta de confiança nas grandes coisas é falta de confiança em Deus". É isso que me sustenta; e é por isso que estarei lá de volta na semana que vem.

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12.10.04


"Only a man inside a red sheet..." (1)

Morreu o ator Cristopher Reeve. Ator consagrado por ter vivido o mais perfeito Superman (na minha opinião) da história do cinema & TV. Caiu do cavalo, literalmente, há nove anos. Ficou tetraplégico. Começou uma nova luta em prol dos direitos dos deficientes físicos e das pesquisas médicas no campo da reabilitação de deficientes, sendo um dos maiores defensores (e se ofereceu como cobaia) para a pesquisa com as células-tronco. Já começava a apresentar progressos nessa reabilitação, parece que já conseguia mover um dedo da mão; em sua situação, coisa para super-homem. E continuava atuando.
Reeve é um exemplo da vida que imita a arte. No momento em que deixou de viver o Superman nas telas, virou um super-homem na vida real. Defendeu os mais indefesos até o fim, sendo inclusive um exemplo vivo para mostrar que sua luta não era demagogia. Com toda a bravura, abnegação e demonstração de legítimos valores humanos de um caipira muito bem educado por um casal de velhinhos fazendeiros no interior do Kansas. Como todo bom guerreiro, morreu em batalha. Não teve a chance de ver os melhores resultados que sem dúvida alguma ainda virão como frutos de sua luta, mas como um bom herói conseguiu que sua vida continuasse e se perpetuasse na vida dos demais. Cristopher Reeve mostrou que o homem é capaz de voar. E ao contrário de Superman, não girou a Terra ao contrário para fazer o tempo voltar; ajudou a acelerar sua rotação rumo ao futuro. Nada tema, você ainda vai ouvir falar muito dele. Para o alto, e avante!

(1) Verso da música "Superman", do grupo Five for Fighting

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26.9.04


A PRÓXIMA VEZ

Em função do lançamento de meu livro "Quintessência", estive conversando um dia desses com um amigo que é dono de uma fábrica de bijouterias. Ele me relatava que, naquela mesma semana, acabava de ser assaltado em sua fábrica pela segunda vez (a primeira foi há mais ou menos um ano atrás). Vou reproduzir o que ele me disse com o olhar perdido no horizonte, na primeira pessoa, usando meus pretensos dotes de escritor para tentar reproduzir, sendo bem fiel às palavras, a sensação que ele me transmitiu:
"Até há um ano atrás eu nunca havia sido assaltado. Nem eu nem ninguém de minha família. Eu me sentia privilegiado, quando ouvia histórias de pessoas conhecidas que haviam sofrido nas mãos de bandidos; mais que privilegiado, inconscientemente eu me sentia como se tivesse uma espécie de invólucro protetor ao meu redor, como se eu fosse imune àquele tipo de violência. Há um ano veio o primeiro assalto, com arma na cabeça e tudo. Sabe o que eu senti? Uma espécie de alívio. Era como se eu tivesse acabado de pagar uma dívida: pronto, já aconteceu comigo, já sofri a minha parte. E graças a Deus nada tinha acontecido de mais grave. Mas esta semana fui assaltado de novo: duas armas na cabeça, desta vez. Mais uma vez nada de grave aconteceu, apenas meu funcionário levou um chute nas costelas, mais nada. As pessoas com quem converso tentam me destacar esse "lado positivo", mas não concordo. Não vejo nada de positivo nisso, e não acho que a gente tenha que se conformar com esse saldo "positivo" da violência. Ela não pode começar a fazer parte de nosso dia-a-dia como uma rotina que não nos causa mais indignação. Sabe o que sinto agora? Insegurança. Vou colocar uma placa lá fora explicando que aqui a gente só mexe com bijouteria, para "instruir" essas pessoas que aqui nada tem de muito valor. E sabe só no que eu consigo pensar agora? Na minha família e na próxima vez... na próxima vez..."
Depois disso, deixo aqui meu silêncio de consentimento.

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16.9.04


A VILA DOS INCOMPREENDIDOS

É perturbador o número de pessoas que assistiram "A Vila", do mestre Shyamalan, e não entenderam "chonas"!
Parece que a chamada da TV ("Não comente o final deste filme...") foi muito prejudicial, fazendo as pessoas ficarem ansiosas para verem o tal final surpresa, e se esqueceram de prestar atenção no enredo, que tem muito mais conteúdo do que a maioria dos atuais filmes de Hollywood. É lógico que não vou ser o sacana que vai estragar o prazer de quem ainda não viu, mas para que se tire melhor proveito do filme, quero tecer alguns comentários:
- Estou indicando a estreante Bryce Dallas Howard para o Oscar de Melhor Atriz, e o Oscar de Ator Coadjuvante eu nem indico, já entrego desde já em mãos para o Adrien Brody.
- A cena da declaração de amor no alpendre, à noite, é uma das mais lindas declarações de amor da história do cinema.
-Tadinha da Sigourney Weaver, tá a cara da tia velha dela mesma.
- Pense: que diabo este filme tem a ver com Farenheit 9/11?
-Se após ver o filme quiser discutir o causo, sinta-se à vontade. Eu sou fã do velho Shy não é à toa.

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Como costumo dizer, eu tinha duas opções na vida: ser escritor e exercer a medicina como hobby, ou ser médico e escrever como hobby. Como a primeira opção dá cadeia, escolhi a segunda. "Quintessência" é o título do meu primeiro romance, e significa a essência fundamental de todas as coisas. Sugestivo para um nome de blog, não?... Vamulá, de acordo com meu lema: "Nóis capota, mas num breca!"

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